Com o BBB 26 dominando as conversas nesta terceira semana de janeiro, vale falar sobre os bordões que surgem e se espalham em tempo real. Quando uma frase vira marca de expressão, ela pode deixar de ser apenas meme e se tornar um sinal distintivo com valor econômico. Nesse cenário, o registro no INPI deixa de ser detalhe e vira estratégia de proteção e de monetização.
Exemplos recentes mostram a corrida por prioridade. No BBB 24, “Brasil do Brasil” ganhou pedidos de registro concorrentes, inclusive um da TV Globo, abrindo debate sobre quem protocola primeiro e como isso afeta o uso comercial da expressão. Já “Calma, Calabreso” motivou notificação e disputas sobre titularidade e expectativa de direito a partir do depósito, evidenciando que timing e prova de uso pesam na mesa.
Do ponto de vista jurídico, bordões podem ser registrados como marca desde que tenham distintividade e não colidam com pedidos anteriores. O registro confere exclusividade no território nacional dentro das classes escolhidas, permitindo impedir apropriações indevidas e dar segurança a licenciamentos, produtos e campanhas. As diretrizes oficiais do INPI reforçam a importância de escolher a forma de apresentação da marca e as classes adequadas ao plano de uso.
Por fim, tempo é fator crítico. Em épocas de alta exposição, como a temporada do BBB, quem protocola primeiro costuma negociar de posição mais forte. Deposite cedo, acompanhe publicações para reagir a colisões e mantenha evidências do uso legítimo para sustentar sua posição. Assim, o bordão deixa de ser apenas tendência e passa a integrar um portfólio protegido.
A Single Registros cuida da pesquisa, do depósito e do acompanhamento no INPI para que sua frase do momento se converta em ativo de marca, com segurança do primeiro post ao produto final.